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Iraque News - Turma 55
Desde: 26/08/2005      Publicadas: 19      Atualização: 30/08/2005

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 2) ECONOMIA

  30/08/2005
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A luta contra Saddam, antigo aliado do Ocidente representa o denominado terrorismo Internacional. Significa também restabelecer o controle Ocidental sobre a segunda maior reserva de petróleo do planeta, abundante e de boa qualidade. Vale lembrar o importante papel do complexo industrial-bélico-aeroespacial na economia norte-americana, essencial no desenvolvimento econômico e tecnológico pós-2ª Guerra

No livro Da Guerra, publicado em 1832, o general prussiano Von Clausewitz, definiu a guerra como a continuação da política por outros meios. Tinha em mente que a guerra é um ato de força, mas que implica em objetivos políticos claros. Assim, uma forma de violência controlada, metódica, direcionada. Isso a diferenciaria de outros tipos de confronto.

É o que o mundo assiste mais uma vez. Por volta de 05h33 de 20 de março de 2003, forças norte-americanas iniciam ataque aéreo à milenar cidade de Bagdá, capital do Iraque. Findo o ultimato dado a Saddam Hussein para se desarmar, sai de cena a diplomacia e entram em ação forças armadas de alto índice tecnológico: mísseis Tomahawk, caças "invisíveis" F-117 e bombas guiadas por satélite, lançadas pelos enormes B-52, visando alvos estratégicos. Sem falar do fantasma das armas químicas e biológicas que ameação toda a humanindade.

Quais os objetivos políticos em questão? Por que a guerra, que sacrifica vidas humanas, de custos tão elevados e que, de um forma ou de outra, atinge a todos os indivíduos e nações? O que está em jogo, afinal?

Em nome da comunidade internacional (que é majoritariamente contra a guerra, haja vista os fortes protestos em toda parte) e à margem do Conselho de Segurança da ONU, George W. Bush e aliados têm como principal objetivo tirar Saddam Hussein do poder. São muitas as hipóteses nesse complexo xadrez geopolítico, mas estima-se que, com isso, os EUA podem repactuar a ordem geopolítica do Oriente Médio (e mundial, portanto) e reafirmar seu papel de única superpotência mundial e "polícia do mundo" - desde que ganhe a guerra em ação rápida e incisiva.

A luta contra Saddam, antigo aliado do Ocidente, representa nova etapa na luta contra o denominado terrorismo internacional. Significa também reestabelecer o controle ocidental sobre a segunda maior reserva de petróleo do planeta, abundante e de boa qualidade. Do petróleo que os EUA consomem, apenas 4% são importados do Iraque, 25% vêm da região do Golfo Pérsico e 16% da Arábia Saudita.

Vale lembrar o importante papel do complexo industrial-bélico-aeroespacial na economia norte-americana, essencial no desenvolvimento econômico e tecnológico pós-2ª Guerra do país. Portanto, precisa estar funcionando e plenamente justificado.

Supõe-se um cenário futuro de redefinição do jogo político internacional, com os EUA buscando legitimar-se como força hegemônica e liderando rediscussão do papel da ONU " notadamente seu Conselho de Segurança, espelho do pacto político pós-Segunda Guerra. O futuro aponta para uma Europa dividida, outros focos de resistência anti-americanos, como Irã, Síria e Coréia do Norte, e potências emergentes como a China.

A rejeição da guerra por pessoas e lideranças em todo o mundo também sugere reflexão sobre novos valores e premissas que buscam hoje se afirmar nas relações sociais em diferentes escalas " como solidariedade, cooperação, direitos humanos e responsabilidade sociais.

Quanto ao Iraque, o desafio do futuro poder político " caso a guerra tenha desfecho favorável aos norte-americanos " é evitar o fracionamento territorial e conciliar aspirações de sunitas e xiitas, de um lado, e árabes e curdos, de outro. Para o Brasil, o quadro é preocupante, pela instabilidade e incertezas no plano econômico e face a debates que dizem respeito mais diretamente ao país, como os preços do petróleo, sobre a ALCA e as relações comerciais no âmbito da OMC.

Diante desse cenário, é impossível ficar indiferente à guerra. Não há hipóteses e conclusões definitivas. Portanto, é imprescindível que se discuta esses eventos na escola. A formação de crianças e jovens passa pela reflexão sobre o significado da guerra como meio de resolver divergências " com toda a amplitude e conseqüências que isso possa trazer para a humanidade.
  Autor:   Bárbara e Leticia M.


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